Causa Mortis

by Confronto

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about

Gravado, Mixado e Masterizado em dezembro de 2004 no estúdio D.Q.G. Cabo Frio / RJ por Davi Baeta e Confronto.
Participações: Alejandro Sainz.
Capa e Arte por: Paulo Caetano - Das Cinzas Design.

Confronto:
Felipe Chehuan - Vocal
Eduardo Moratori - Baixo
Maximiliano Moraes - Guitarra
Felipe Ribeiro - Bateria

credits

released January 1, 2005

Released 01 January 2005
Cospe Fogo Gravações
Estopim Records
Revenge Records
Seven Eight Life Records
Burning Season Records
X El Cambio Records

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Confronto Rio De Janeiro, Brazil

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Track Name: Vale da Morte
O inferno e o Éden.
Nossa raizes e nossa miséria: caminhos por onde escorrem o suor dos abandonados
e as lágrimas dos rejeitados.
Campo de dor, sombras e ilusão: real dominação do ódio.
O capital nos separa e pobreza nos iguala.
O punhal e a lágrima... Morte da alma.
Confinamento e Holocausto.
Pagamos o preço da omissão e a esperança da salvação, mas, hoje,
caminhamos pelas ruas onde rastejarão os perdedores.
A última chance: única esperança.
Nos levantaremos um a um.
Clamaremos pela guerra e empunharemos as lanças.
Lavaremos nossos caminhos com a lágrima do opressor.
Enxugaremos nosso passado com a pele daqueles que nos escravizaram.
Purificaremos nosso solo com o sangue dos injustos.
Antes a morte do que o apodrecimento em vida.
Morreremos e renasceremos nesse vale da morte.
Track Name: De igual para igual
O estado apresenta suas armas: polícia, muros, cercas e granadas defendendo a razão e o direito dos ricos, intervindo, agindo, torturando e oprimindo. Sangrando, ferindo, executando! essa é lei, nosso direito de ir e vir. Nossa liberdade de escolha, de cima pra baixo.
Nosso direito termina onde começa o do opressor. Nosso respeito existe para ser jogado nas mãos da autoridade. Nosso desejo é o de revanche! nosso desejo é o de revanche!
Por pedras, foices, paus e espinhos. boicotes, furtos, saques e invasões.
Certos do poder que teremos de vingar anos e anos de desigualdade.
Vingança posta em prática no dia do nosso domínio, no dia da retomada, no dia da inversão e no dia de nossa vitória.
Track Name: Negação
Dependência...Obsessão... Passado.
Aos homens enterrados na miséria o escapismo assegura a ilusão do que lhes foi negado
(felicidade e liberdade). E por becos, vielas, lixo e ruas de terra rastejam aqueles que
negaram a si mesmos.
Corpo podre, pele imunda... Vômito!
Envenenada vai mirrando a sua
carne. Da alma exala o cheiro do álcool. Imagem nojenta do que antes era um homem...
Viciado! Cai a noite no vale dos excluídos. Em cada esquina o seu paraíso; em cada calçada o seu inferno.
Vermelho dos teus olhos: fracasso.
Feridas da sua pele: a morte. Dentro de cada bar jaz a esperança e envenenado o corpo
sofre...
Agonizante o povo morre! Uma barreira de Álcool e sangue à
frente daquele que trilha
o caminho da vitória. E como o vento emergindo da aurora a
esperança renasce na resistência ao veneno. Eu neguei! As marcas negras se cruzam nas mãos que se erguem e tatuam a alma daqueles que resistem! Sem obsessão, sem dependência, sem ilusão e sem fraqueza.
Track Name: Causa mortis
Caminhos trilhados rumo a vitória
Pés descalços, Armas em punho!
Caminhos trilhados rumo a vitória
Pés descalços, Armas em punho!

Mantendo a força como aliada
Para vencer a dor, a perda, a fome e a necessidade
Uma escolha: a Miséria ou a vida bandida,
Resgate fácil do respeito

Seu exemplo sempre foi o espelho da miséria
O futuro, roubo ou saque
Como semente de resposta de uma história
Em que o início era a libertação de um povo
Hoje sem casa, sem chance, escola, escolha ou oportunidade.
Amanhã um homem vagando emfrente ao nada

Essa é a preocupação de quem poderá ser a próxima vítima
O caminho da discórdia é fruto de seu sistema
a revanche é fruto de sua opreção
A vitória é amenizar o que foi destruido
Sem mais maneiras de esconder o que não tem retorno

Cada ação de desrespeito será retribuida com a reação
De quem não tem mais nada a perder
Seu medo é sangue nas veias de quem espera por justiça!
Track Name: Exclusão
Exclusão imposta para meus irmãos.
Julgados, humilhados por sua origem.
Não pertencentes ao padrão adotado.
Humanos, sinceros, exclusos e mortos sendo julgados pela cor de suas peles

Retratos do berço herdado do passado escravo.
Nos tempos atuais exigem boa aparência, residencia e Histórico, Adotados e camuflados em entravistas seletivas
O ódioresidente em corações de perdas é aquele pronto a destruir o valor e a moral exalta o império domnante dono do dinheiro e responsável pela discórdia

Plantada nas almas dos meus que choram a tristeza e o racismo de ter fechadas em suas faces as portas da disputa canibal por migalhas que restam aos trabalhadores dos guetos, favelas, suburbios e periferias
Track Name: Trilha de Sangue
Sangue escorre por estas ruas... fogo!
O estado cai frente aos nossos pés...sem piedade, sem lágrimas.
Noites de terror: ato de justiça!
Vejo a luz, sinto as chamas... fumaça negra... a esperança...pneu queimado e os gritos ecoam...
Disparos rasgam a madrugada, inflamam a babilônia.
A escória está face a face com a justiça que a excluiu, olhos nos olhos.
Um anjo e uma arma; o demônio e a farda... sem remorso e sem clemência.
Morte da opressão!
Por anos de humilhação. implorando pela vida o seu corpo rasteja agonizante.
A autoridade e o distintivo imersos em seu sangue...
Essa é a nossa justiça! essa é a nossa revanche!
Track Name: Confronto
O que tinha que ser esclarecido não mais convém.
Necessária se faz a ação pela justiça.
Sob as trevas o mal se glorifica
e sobre o povo a maldição se repete.
Imperialismo, destruiçao, combate direito ou rendiçao!
Sem mais palavras! Sem mais tréguas!
Pela verdade! Pela terra! Confronto!
Um novo nivel foi alcançado, a mascara foi vestida,
o punho foi levantado e iniciada será a guerra.
Pela chama da revolta acelerado será o caminho da extinção!
Massacrados culturalmente e destruidos velozmente.
A batalha não será perdida novamente.
Pela força será válida a liberdade.
Estamos em tempos de discórdia, onde o mesmo terá a sua queda. Frente a nossa revolta glorificaremos a nossa liberdade e que se inicie a revolução.
Sem mais palavras! Sem mais tréguas!
Pela verdade! Pela terra!
Track Name: Um direito que respeitem, uma justiça que cumpram
As armas estão todas em punho e os suspeitos estão
todos na mira. Milhões de vozes gritando, milhares de
olhos observando. Queremos ultrapassar a barreira de
cães, arremessar todas as bombas incendiárias. A
fortaleza irá ceder e todos os que nela se apóiam. Não
há mais por onde sair. Invasão é crime, é a resposta
daqueles que ainda estão firmes. Somos trabalhadores.
Iremos cravar a bandeira diante de seus pés, e nela
vocês derrotados se apoiarão. Este é nosso último
aviso e esta será a sua última chance. Nos gostariamos
que isso fosse verdade, uma verdade nitida e justa
para
todos os perseguidos e os culpados. Milhões de pessoas
foram mortas porque procuravam terras também mortas.
As perdas foram muitas e os ganhos, poucos. Queremos
vencer sem ter que morrer. Queremos poder para nos
reerguer. Estamos marcando os caminhos trilhados,
estamos marchando com os pés descalços, desmacarando o
poder do Estado, ameaçando quem estiver ao seu lado.
Sua politica nunca foi necessaria, sua politica nunca
foi democratica. Estamos prontos para contra-atacar os
seus discursos de extrema-direita. Para todos os
subversivos, para todos os trabalhadores rurais sem
terra, para todos os indios, para todos que moram numa
favela. Por todos que morreram nas lutas, por todos os
operarios, por todos os excluidos, por todos os
revolucionarios. Um direito que respeitem, uma justiça
que cumpram!
Track Name: Tempo Zero
Amanheceu, tempo zero, despertei do estado cataléptico
Da janela do barraco o primeiro olhar. Flutua a poeira
na rua vermelha de terra e de barro. Um homem sorri
ainda morto, mas pode ver. Desde a aurora não me
submeto mais, nem respiro mais ilusão. Imagens não me
vendem a mentira. A midia não me engana mais. Brilha o
sol negro da manhã capitalista... Aqui: periferia, vale
do ódio... Nada mudou ou melhorou. Restaram desemprego
e solidão. Dos antigos o corpo apodrece e dos escravos
as palmam sangram. Todos como eu. Pobre eu sou!
Miserável eu sou! Carne putrefata! Para eles (Estado)
nada sou! Jà lucram sem meu sangue. Agora é impossivel
sorrir e inutil chorar. Muitas sáo as vozes. Ouço
hinos... Louvor. Oram a ti, Senhor, Imagem na cruz. Es
branco como o opressor, meu demonio usurpador. De um
povo eras a esperança que a tempestade levou... De
repente olho ao redor: somos milhares. Com gritos de
ódio empunhamos as foices e os fuzis. Já não temos
nada a perder e se tão sádico foi o seu Deus, o nosso
pecado será a igualdade. Não existindo mais belas
ilusões, como un câncer, o ódio infectou o cerne e a
alma nos despertando para um novo amanhecer. Não há
benção, inferno ou redenção.