Imortal

by Confronto

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about

“Imortal” foi lançado no dia 5 de outubro, via Urubuz Records, selo representante das gravadoras Century Media, Metal Blade e AFM no Brasil. Este disco conta com as participações especiais de João Gordo (Ratos de Porão), Carlos "Vândalo" Lopes (Dorsal Atlântica), Felipe Eregion (Unearthly), além de Jonathan Cruz, Caio Mendonça e Paulo Doc, do Lacerated and Carbonized. O disco traz 12 composições de muito peso, energia, vigor e letras impactantes. Enquanto muitos músicos têm dificuldades de definir seu estilo, Felipe Chehuan (vocal), Max Moraes (guitarra), Eduardo Moratori (baixo) e Felipe Ribeiro (bateria) apresentam um novo progresso, mostram uma nova maneira de evolução, ainda mais audaciosos, espontâneos, resgatando a verdadeira essência do heavy metal e do hardcore, além de evidenciar o que já vem sendo chamado “The Latin American Metal Revolution”.

credits

released May 10, 2013

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about

Confronto Rio De Janeiro, Brazil

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Track Name: Imortal
Imortal

Sangue. Meu ritual A chama. Reencarna o mal.
O morro. Floresce em fim. A horda renasce no porão dos reis.
Ferida. As chagas. Herança do servo. O limbo das almas.
Morre pelo ódio renasce pela guerra. Caminha pelo fogo e retoma o que é seu!

Imortal!

Os pés ao chão. A dor, o açoite. A terra vermelha.
Punhal em mãos. O escravo renasce. O Quilombo está de pé!

Imortal!

Não há triunfo se a vitória lhe foi dada. Não há conquista na guerra sem batalha.
Somente o grão. A escória, migalha. O escravo se levanta e o império vai morrer!

Os sonhos que a alvorada traz, nem com a morte se desfaz.
Do solo que se almeja a paz. O inferno aqui também se faz.

Abrem-se os olhos. Erguem-se os punhos – Vai Renascer!
Declara a guerra. Os servos contra o mundo – Vai renascer!

Todo amanhecer traz nossa herança de luta. Vitória inglória no barro da rua.
A morte, as trevas, o tempo. A cura. O escravo se levanta e o império vai morrer!

Imortal! Quem se mantém fiel... Imortal!


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Immortal

Blood. My ritual. The flame. Reincarnates the evil.

The hill. Flowers at last. The horde reborn in the basement of kings.

Sore. The wounds. Inheritance of the slave. The limbo of souls.

He dies through hatred, reborn through war.
He walks through the fire and retakes what is his!



Immortal!


The feet on the ground. The pain, the whip. The red soil.
Dagger in hand. The slave is reborn. The Quilombo stands up!


 
Immortal!
 


There is no triumph if the victory was given.
There is no conquest in a war without battle.
Only the grain. The scum, the scraps.
The slave rise up and the empire will die!
 

The dreams brought by dawn
will not vanish, even in death.

From the ground which peace is aimed.
Hell is here too.
 eyes open wide.
The fists raise up - will be reborn!
Declare war. The servants against the world - will be reborn!
 


Every morning brings our heritage of struggle.
Inglorious victory in the mud of the street.

Death, darkness, time. The cure.
The slave rises up and the empire will die!
 


Immortal! Those who remain loyal. Immortal!
Track Name: Flores da Guerra
Flores da Guerra

Por ela eu clamo. Vencedora. Guerreira.
Atuante, leal. Companheira!
Xica, Dandara, Maria, Anastácia...
Negra, guerreira. Esquecida na história.
Tão importante em sua gloria, quanto aos homens, mártires.
Lado a lado, parceira de luta. Das lagrimas a vitoria.

A bela flor. Que sangra pela Guerra. A fortaleza se mantém por elas!
A pureza. No ódio. Nas trevas. A resistência se mantém por elas!
Cuida, cria, chora. Perfuma!
Decide, enfrenta. Luta!

A frente do bando. Retaguarda sem pranto. Ela faz sangrar a Lei.
Mãe. Amante. Impura. Santa ou prostituta... Ela se sobrepõe aos reis.
A cada madrugada a história se perpetua... Espera os anjos que não vem...
A linda imagem de ternura... Bravura... Ela se sobrepõe aos reis!

Flores da Guerra!

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War Flowers

I claim her. Winner. Warrior.

Active, loyal. Mate!

Xica, Dandara, Maria, Anastasia. 
Black, warrior. Forgotten in history.

As important in her glory as men. Martyrs.

Side by side, fighting partners. From tears to victory.
 


The beautiful flower. That bleeds for war.
The fortress remains for them!

The purity. In hatred. In the dark.
Resistance remains for them!

Takes care, rises, cries. Perfumes!

Decides, faces. Fights!



Leads the crew.
Gives birth without crying. She bleeds the Law.

Mother. Lover. Impure. Saint or whore. She supplants the kings.

At every dawn the story is perpetuated.
Expect the angels that do not come.

The beautiful image of tenderness. Bravery.
She supplants the kings!



War flowers!

Track Name: Meu Inferno
Meu Inferno

Eu sei o que fez de nós assim. Sangrenta estrada e as correntes ainda aqui.
Acordar. Enfrentar. Morrer ou sonhar.
Pra quem nasceu na guerra o inferno é um lar.

Eu sei – Esse é meu lugar...
Eu sei – O inferno é meu!

A terra amarela e a miséria aos seus pés. A multidão solitária de quem nada tem.
Ódio, lama. Um lugar pra amar. O guerreiro das senzalas fez do inferno o seu lar.

Eu sei – Esse é meu lugar...
Eu sei – O inferno é meu!

Falta água, sobram vidas, faltam flores, soltam pipas...
Muitas vidas, pouco teto, sem futuro, sem sustento...
Nessa guerra todo dia, violência e disciplina.
Habitando a escuridão, o guerreiro renasce então!

Eu sei o que fez de nós assim. Sangrenta estrada e as correntes ainda aqui.
Acordar. Enfrentar. Morrer ou sonhar.
Pra quem nasceu na guerra o inferno é um lar.

Eu sei!
O inferno é meu!

Eu sei – Esse é meu lugar...
Eu sei – O inferno é meu!

---



My hell

I know what made ​​us so.
The bloody road and the chains still here.

Walking up. Facing. Dying or dreaming.
For those who were born in war
hell is like home.


I know - This is my place...
I know – It's my hell!



The Hell is mine .

The yellow ground and misery under their feet.
The lonely crowd who has nothing.

Hate, mud. A place to love.
The senzala warrior turned hell into his home.



I know - This is my place...
I know – It's my hell!



Lack of water, lives in excess,
lacking flowers, flying kites.

Many lives, little shelter,
no future, no support.

In this war every day,
violence and discipline.

Inhabiting the dark,
there the warrior is reborn!


I know what made ​​us so.
The bloody road and the chains still here.

Walking up. Facing. Dying or dreaming.
For those who were born in war hell is like home.


I know.
It's my hell!

I know - This is my place.
I know – It's my hell!
Track Name: Eu Sou a Revolução
Eu sou a Revolução

Sem vida. Sem alma. Um sonho sem lagrimas.
Castelos e maquinas. Um reinado em desgraça.
A mente sente. O corpo luta. A guerra é minha, a queda é sua.
Alimenta meu coração. Ainda aqui...

Eu sou a revolução!

Não viu os teus olhos o que eu passei.
O que na escuridão das impurezas, jurei.
Oceanos que atravessei. Lagrima que não derramei.
Junto a imensidão de estrelas apagadas, eu, ergui morada.
Fiz da vida uma sangrenta batalha travada. Suor. Alma!

Eu sou a revolução!

A senzala me abrigou. A vida norteou.
Minha esperança nasce com a morte do amor.
De frente para o seu reino, de pé eu estou!

Não é você, ninguém para julgar.
Somente a morte a de parar.
Sem anjo. Demônio. Perdão!
Ainda aqui. Eu sou a revolução!


----



I am the Revolution

Without life. Without a soul.
A dream without tears.

Castles and machines.
A reign in misfortune.

The mind feels. The body fights.
The war is mine, the falls is yours.

It feeds my heart. Still here.



I am the revolution!



Your eyes didn’t see what I’ve been through.
What, in the darkest impurities, I swore.

I crossed oceans. Tears I didn’t shed.


Along the multitude of faint stars, I raised my home.

I made life a bloody battle. Sweet. Soul!



I am the revolution!


 
Senzala housed me. Guided the life.

My hope is born with the death of love.

In front of your kingdom, I'm standing!
 


You ain’t no one to judge me.

Only death can stop me.

No Angel. Devil. Sorry!

Still here.

I am the revolution!

Track Name: Aos Dragões
Aos dragões

Você fez de tudo para eu desistir
Corrompendo, mentindo, seduzindo, enfim...
Achando que seria fácil vencer
O tempo passou, sobrando eu e você!


Uma lança entre os olhos.
De pé em frente aos dragões !
O mal enfrenta a morte.
Junto somos milhões!

O bem e o mal sempre estão de frente.
O império e o povo, de pé, sempre em choque,
Nas lutas e guerrilhas na estória da vida.
De joelhos o capital morre a frente o inimigo!

Uma lança entre os olhos.
De pé em frente aos dragões !
O mal enfrenta a morte.
Junto somos milhões!

Aos dragões...
re-vo-lu-ta!

_____


To the dragons



You did everything for me to give up

Corrupting, lying, seducing, whatever...

Thinking it would be easy to win

Time passed, leaving you and me!

 


A spear between the eyes.

Standing in front of the dragons!

The evil faces death.

Together we are millions!
 


Good and evil are always face to face.

The empire and the people,
standing, always in shock,

In struggles and guerrillas in the story of life.

Capital dies on its knees
in front of the enemy!



A spear between the eyes.

Standing in front of the dragons!

The evil faces death.

Together we are millions!



To the dragons

re-vo-lu-tion!

Track Name: 1h
"1h"

...1h que tem o sonho que sem a liberdade não vem... É sêmen... Sangue!
É o desejo da hora quando abre a porta. O mundo lá fora... Mas também a dor da volta!

A todos os que trabalham.... A vida em 1 h!

Por vezes não se alimenta. Sente o vento... Observa. Os segundos o enfrentam e o Inferno lhe espera! 50 minutos e nada fez... Não quer, mas tem! 8, 10, 12, mas apenas uma pra sonhar...

A todos os que trabalham.... A vida em 1 h!

Sair... Nutrir... Voltar!

A todos os que trabalham.... A vida em 1 h!




1h

1h que tiene el sueño sin la libertad no viene.
Es el semen. Sangre!
Es el deseo de la hora en que la puerta se abre. El mundo exterior.
Pero el dolor de espalda!

Para todo ese trabajo. La vida en una hora!

A veces lo alimenta. Siente el viento. Observado.
La segunda cara y el Infierno te espera!
50 minutos y no hizo nada. No quiero, pero lo tiene! 8, 10, 12,
Pero sólo una para soñar ...

Para todo ese trabajo. La vida en una hora!
Salir, a comer, volver!

Para todo ese trabajo. La vida en una hora!
Track Name: Sangria
Doação, abstendo o prazer por:
Compaixão, amor e prudência.
Razão, ética e ação.
Mil motivos pra dizer não.

Morte – Sangria!

Angustia. Sofrimento. Dor!
São respostas ao limite da vida.
Escárnio. Degola. Entre a raiz e a Flor.
A faca. O corte. A morte. Sangria!

Morte – Sangria!

Não morreremos na mão do sistema.
Acordaremos de um sono profundo.
Sem paredes, cercas e confins.
Sem grades, cordas e muros.

Libertação humana!
Libertação não humana!

Morte – Sangria!

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 Bleeding


Donation, restraining pleasure for...

Compassion, love and prudence

Reason, ethics. Action

A thousand reasons to say no!
 


Death - Bleeding!


Anguish. Suffering. Pain!

Are answers at the limit of life

Mockery. Behead.
Between root and the flower

The knife.The cut. The death. Bleeding!
 


Death - Bleeding!



We will not die in the hands of the system

We will wake up from a deep sleep

No walls, fences and boundaries

No grids, ropes and walls
 


Human liberation!
Animal liberation!


Death - Bleeding!


Bleeding

Track Name: Levante
Levante

Face a face. Dilacerando a pele.
A imperiosa lei do capital:
Riqueza num polo, miséria extrema no outro.
O assalto às consciências se encarrega de omitir a realidade.
Mas os injustiçados ainda a conhecem.

Levante, frente a frente, face a face.
Levante, de pé de pé!

Em pé, as vítimas da fome marcham.
Punhos cerrados ao alto, bandeiras hasteadas.
No olhar um novo horizonte. No coração explode a revolta.
Engravatados arrotam a paz social.
Enquanto caminham sob a carniça dos empobrecidos.

Levante, frente a frente, face a face
Levante, de pé de pé!

As hostes do estado se põem diante da multidão.
Mas a verdade do povo massacra o belíssimo.

Levante!

Palavras de ordem ecoam como uma peste revolucionária...
Palavras de ordem se alastram como uma peste revolucionária...

Levante!

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Stand up 


Face to face.
 Tearing the skin.

The imperious law of capital:

Wealth at one pole, extreme misery at the other.

The assault on consciousnesses is in charge of neglecting reality.

But the wronged ones still know it.



Stand up. Face to face, face to face.

Stand up, get up, get up!



Standing, victims of hunger march.

Fists in the air, flags flying.

A new horizon lay ahead.
Heart of revolt explodes.

Those in fine suits pay lip-service to social peace.

While walking on the carcasses of the poor.



Stand up. Face to face, face to face.

Stand up, get up, get up!



State legions are set before the crowd.

But the truth of the people massacres all war-mongering.



Stand up!



Slogans echo like a revolutionary plague.

Slogans spread like a revolutionary plague.



Stand up!


Track Name: Mariah
Mariah

Muitos por ela passaram, se foram. Lembranças ficaram.
Nasceram, cresceram, choraram. Sonharam, viveram, mataram...
Fizeram dela os seus caminhos. Construíram nela os seus espaços.
Maria que muitos viu sofrer e sorrir a cada amanhecer.​

Mariah.

Sentiu gelar o sangue mais quente com a queda do corpo mais forte.
A doce lágrima da mãe. O áspero afago da morte.

Mariah.

Infértil solo. Estéreis sementes. Onde o ódio nasce do amor inocente.
É tudo que se tem, quando lhe foi negado.
Acolhendo os poderosos. Abrigando os mais fracos.
Era caco, pedras, mato. Sem asfalto. Casas, vilas, sobrados.
Água negra. Vala!
Terra da escoria. Estrada para o nada. A mais pobre morada.
Uma entre muitas que se mantém esquecidas.
Entre esquinas, casas, avenidas.
Flores, Lixo e famílias.
Ainda sofrida. Rua Mariah!

Mariah.


------


Mariah

Many went through her. Gone. Memories remained.

She was born, she grew, and cried.
She dreamed, lived, and killed.
They did her their way.
They built on her their spaces.

Mariah, the one many saw suffering and smiling every morning.


Mariah



She felt the hottest blood run cold with the decay of a healthy body.

The sweet mother's tears. The rough caress of death.



Mariah
 


Infertile soil. Sterile seeds. Where hatred is born from innocent love.

It's everything one has, when denied.

Welcoming the powerful. Housing the weakest. 

Were shards, stones, grass. No asphalt. Houses. Villages. Two-story houses.
Black water. Ditch! 
Ground of the scum. Road to nowhere. The poorest home.

One of many to remain forgotten.

Between corners, houses, avenues.

Flowers, trash, and families.
 Still suffering. Mariah Street!



Mariah

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Track Name: Emissarium
"emissarium"

Um menino, uma crença. Um desejo, uma sentença.
Esperança do abandonado. Caído anjo armado.
Clama pelo sangue. Pede pela alma. Pequeno é o corpo.
Grande são as marcas. Na queda do inimigo pelo corte da espada.

A criança que crê, vira o homem que mata.
Sobre seu horizonte a historia se apaga.
Magro, filho da raça.
O santo herege no templo das armas.

Paz é guerra na fé descrente. É ódio no olhar indigente!
É hoje sem amanha. Inocente leviatã!

"puer emissarium"

Sangue injusto e verdadeiro. Morrem os guerreiros!
Caem de pé. Arautos da morte.

Da fronteira a viela o cartel é formado.
Alimenta o trafico, e sustenta quem mata.
Vidas, serão destrocadas.
Império do crime, um caminho sem volta!

puer emissarium! Proteja teu corpo do fogo da arma!
puer emissarium! Te de o escudo, a lança, Espada!
puer emissarium! E desculpa de quem financia a droga!
puer emissarium! Escorre o sangue, um caminho sem volta!


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"emissarium"

A boy, a belief. A desire, a sentence!

Hope from the abandoned. Armed fallen angel.

Calls for blood. Prays for the soul. Small is the body.
Great are the scars.
In the fall of the enemy by the sword cut.


A child who believes turns into the man who kills.
Over the horizon the story goes off.
 Slim, the son of the race.
The heretic saint in the temple of arms.
 
Peace is war in unbelieving faith.
It is hatred in the poor eyes!
It is today without tomorrow. Innocent Leviathan!

"puer emissarium"

Unfair and true blood. Warriors die!
 Fall on their feet. Heralds of death.


From the border to the alley the cartel is formed.
Feeds drug traffic and supports those who kill.

Lives will be wrecked. Empire of the crime, no turning back!


puer emissarium! Protect your body from the gun heat!

puer emissarium! Give you the shield, the spear, the sword!

puer emissarium! And sorrow from those who finance the drug!
P
puer emissarium! The blood flows out, no turning back!


Track Name: Dilúvio
Dilúvio

Espera a queda. Tempo cinza. Nuvem negra!
Anuncia a água. Tormenta.
As de março. Verão. Do poema.
Da canção. Da sangrenta ilusão.
Que desce com a terra. Dos povos da serra.
Devastam os sonhos. Que escorrem por elas.

Dilúvio!
O pranto da serra...


Moradia. Um lugar. Nas ladeiras. Nas montanhas.
Um espaço para viver. De histórias. Lembranças.

A mais linda e cristalina. Pelo trovão se anuncia. Que irriga o solo e traz agonia.
Madeira e tijolos em meio a neblina. Ecoam aos gritos na noite.
Vão sonhos. Vão casas. Vão corpos. Vão praças. Vão vidas. Vão almas.

Sangue escorre. Esperança desaba.
A mais fria tempestade. A desgraça das águas.
Moravam ali, esquecidos assim. Futuro em escombros, passado em ruína.

Pouco tinha. Nada resta. Em meio ao barro, sangue e pedras.
Tempo cinza. Nuvem negra. Derrame das águas. O pranto da serra.

Dilúvio!
O pranto da serra...


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Flood


Waiting to fall. Grey Time. Black cloud!
Bringer of the water. Storm.

Of March. Summer. From the poem.
From the song. From the bloody illusion
.
Descends with the soil. From the people of the mountain.
Devastate the dreams. That flow through them.
 


Flood!

The cry of the mountain...
 


House. A place. On the slopes. In the mountains.

A place to live. Of stories. Memories.
 

The most beautiful and pristine. Is announced by thunder.
Irrigating the soil and bringing agony.
Wood and brick in fog .
Echo in screams at night.

Dreams go. Houses go. Bodies go. Squares go. Lives go. Souls go away.
 

Blood flows. Hope falls.
The coldest storm.
The misery of the water.
They lived there, forgotten .
Future in rubble, past ruined.


Had little. Nothing left. Amid the mud and blood.
Stones. 
Grey Time. Black cloud. Pour the water.
The cry of the mountain.



Flood!

The cry of the mountain...